Devem deixar a pré-candidatura para serem efetivamente "candidatos"
A disputa por votos em
Maringá e na nossa região Noroeste tende a ser uma das mais concorridas dos
últimos anos. Além dos atuais vereadores, haverá candidatos que já exerceram
mandato, prefeitos e ex-prefeitos da região, o que aumenta a fragmentação dos
votos.
Devem ser candidatos os atuais
vereadores:
Giselli Bianchini (PL) – eleita vereadora
pelo concorrido PP, atualmente está filiada ao PL (de Jair Bolsonaro) e mantém
importantes apoios de políticos nacionais e estaduais. Deverá fazer uma grande
votação, mantendo-se no top das representações dos eleitores.
Ana Lúcia Rodrigues (PDT), ligada ao movimento de
esquerda, representa uma grande comunidade sempre fiel às causas. Atualmente é
firme em sua postura de oposição a atual administração municipal de Maringá.
Sidnei Telles (Podemos/União Brasil) –
Pré-candidato a deputado federal. Tem como pontos fortes a experiência
política, boa articulação com o setor empresarial e religioso e trânsito em
diversos municípios da Amusep. O desafio é enfrentar nomes mais conhecidos em
todo o Paraná e consolidar uma estrutura partidária competitiva.
Mário Verri (PT) – Pré-candidato a
deputado estadual. Parte de um eleitorado fiel ligado ao PT, sindicatos e
movimentos sociais. A tendência é concentrar votos da esquerda em Maringá e
região. O seu partido não deverá ter nome expressivo para a Câmara dos
Deputados. Os votos serão carreados para o deputado estadual e para a candidata
ao Senado.
Flávio Mantovani (PSD) – Pré-candidato a
deputado estadual. É considerado um dos favoritos entre os vereadores, por já
ter votação expressiva em eleições municipais e contar com o apoio de parte da
estrutura do PSD. Deve buscar votos também fora de Maringá. O grande problema é
que seu partido tem 19 deputados com mandato que são candidatos a reeleição.
Akemi Nishimori (PSD) – Pré-candidata a
deputada estadual. Tem como principal ativo o sobrenome Nishimori, tradicional
na política paranaense, além de forte identificação com a comunidade
nipo-brasileira. Pode disputar o mesmo espaço eleitoral de outros candidatos do
PSD, o que não é uma missão fácil.
NA REGIÃO
O ex-prefeito de Sarandi,
Walter Volpato, é pré-candidato a deputado federal pelo PSD. A articulação e o
convite para integrar a sigla vieram do governador do Paraná, Ratinho Junior. Sua
candidatura irá prejudicar o desempenho dos deputados federais de Maringá (que
são pré-candidatos a reeleição), afinal todos eles “beliscam” votos na cidade vizinha,
SIMONE MARTINI
Ela foi candidata a
prefeita de Sarandi e tem um grande número de seguidores. É filha do
ex-prefeito Milton Martini. Está no Partido Novo e somará votos para que seu
partido faça uma excelente participação no cenário.
CRIS LAUER
Vereadora que foi cassada,
que teve seus direitos políticos restituídos é pré-candidata a deputada
estadual, pelo Partido Novo, com apoio de Homero Marchese (ex-vereador,
ex-deputado estadual e pré-candidato a deputado federal), Sérgio Moro e Jeffrey
Chiquini. Deverá ter expressiva votação em Maringá, com apoio da comunidade
patriota conservadora. Só dirimindo alguma dúvida -que possa existir- ela se
desencompatibilizou com o cargo de assessora parlamentar desde 1º de julho.
DEPUTADOS ESTADUAIS
São pré-candidatos,
visando a reeleição os deputados estaduais:
Delegado Jacovós (PL) – Pré-candidato à
reeleição. Tem uma das maiores bases eleitorais de Maringá, com apoio de
vereadores do PL e atuação concentrada na segurança pública.
Do Carmo (Podemos) – licenciado
como deputado estadual, ele é pré-candidato à reeleição. Ex-secretário estadual,
continua trabalhando para renovar o mandato de deputado estadual.
Maria Victoria (PP) – Pré-candidata à
reeleição. Embora tenha atuação em todo o Paraná, mantém uma base política
importante em Maringá por meio do grupo liderado por Ricardo Barros e Cida
Borghetti, mesmo tendo seu domicílio eleitoral em Curitiba.
Soldado Adriano José, deputado no seu segundo
mandato na Assembleia Legislativa do Paraná e filiou-se recentemente ao PSD,
participando ativamente de apoios a pré-candidaturas na base do governo
estadual, embora ele próprio já esteja no exercício de cargo eletivo como
parlamentar.

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