FIM DE UMA ERA ANALÓGICA - Tudo acaba ou evolue rapidamente

Essa geração que chega aos 50 anos de idade, ou mais, passou por uma modificação muito rápida.
Tem coisas que ainda não foi assimilada que já não existe mais, pois tudo parece que foi ontem. Algumas coisas já são passíveis de aceitação pois a mudança foi acentuada. Notamos então:
Cinzeiro sobre as mesas: que era onipresente em mesas de bar, escritórios, aviões e salas de estar, e hoje quase desapareceu com a proibição do fumo em locais fechados e a mudança de hábitos — vários outros itens eram extremamente comuns no dia a dia e hoje viraram peças de museu ou raridades

Cabines Telefônicas (Orelhões com ficha/cartão) em tempos eram muito disputados para uso, até com filas. De ficha locais e interurbanas e depois com uso de cartões magnéticos (que foi evolução). Ficou em desuso e eliminado de vez

A popularização dos telefones celulares, que chegaram com novidade, eliminando até o “pager” pois dava para ver até o número de quem estava ligando
Agenda de Papel e Caderneta de Endereços para anotar telefones, aniversários, compromissos e recados em uma agenda de papel ou em bloquinhos de bolso era rotina. Hoje, tudo isso foi migrado para os calendários e listas digitais no smartphone, sincronizados na nuvem
Máquina de Escrever (Datilografia) presente em qualquer escritório, repartição pública ou redação, a máquina de escrever exigia força nos dedos e não perdoava erros (o famoso corretor líquido, o "Error-Ex", era o melhor amigo de quem errava uma letra). O computador e os processadores de texto tornaram o barulho ritmado das teclas mecânicas uma lembrança distante

Máquina fotográfica (Câmera) de filme químico: com troca de filme escolhido para cada necessidade.

Filmes Fotográficos e Revelação quando fotografia analógica exigia paciência. Comprar um rolo de filme de 12, 24 ou 36 poses, cuidar para não "queimar" a foto, levar para revelar (na UETA ou Foto Iris) e esperar dias para ver o resultado era o ritual de qualquer viagem ou festa. Hoje, tiramos dezenas de fotos digitais instantâneas e apagamos as ruins sem custo

Fitas Cassete (K7) e Videocassetes (VHS) para gravar músicas da rádio em uma fita K7 usando a combinação "Play + REC" era uma verdadeira arte. Nas locadoras de vídeo, passar horas escolhendo uma fita VHS para o fim de semana (e lembrar da famosa regra de "rebobinar a fita antes de devolver") era programa obrigatório. O streaming e os formatos digitais substituíram completamente a mídia física
Mapas de Papel e Guias de Ruas (como o Guia 4 Rodas) para viajar para uma cidade desconhecida exigia abrir um mapa desdobrável gigantesco no painel do carro — muitas vezes exigindo o trabalho em equipe do copiloto para decifrar rotas. Hoje, os aplicativos de navegação com GPS em tempo real guiam cada passo do trajeto
Caderneta de Fiado (Caderno do Armazém) isso para os mais antigos nos mercados de bairro e mercearias, era comum que os clientes comprassem ao longo do mês marcando tudo em um caderninho de capa preta mantido pelo comerciante, quitado apenas no dia do pagamento. O cartão de crédito, o Pix e as grandes redes de supermercados transformaram essa relação de confiança mútua
Papel-carbono usado para produzir cópias de cartas, recibos e documentos datilografados. Foi substituído pelas impressoras e pelas cópias digitais
Mimeógrafo e estêncil muito utilizados para reproduzir provas, apostilas, comunicados e circulares. O cheiro característico das cópias a álcool marcou gerações de estudantes

Fichários e arquivos de fichas que antes dos computadores, nomes, endereços, clientes e livros eram organizados em pequenas fichas de papel
Papel timbrado para correspondências rotineiras
Livro de protocolo para registrar documentos recebidos
Livro-ponto para marcar a entrada e a saída dos funcionários
Agenda telefônica de papel
Lista telefônica impressa, como as antigas listas amarelas

Carimbo de data com almofada de tinta
Fita corretiva para datilografia
Disquetes de computador
Fitas de impressora matricial
Cartões perfurados usados em sistemas antigos de processamento de dados
Letra “Decadry” ou Letrasset para decalcar, usado em mesas de desenhistas

Prancheta de desenho utilizada por desenhistas e projetistas (engenheiros e arquitetos), com luminárias.

Régua “T” utilizada por desenhistas
Régua Paralela utilizada por profissionais do desenho
Telefone de mesa com linha fixa em residências e empresas. Começou com disco e de “discagem” e evoluiu para teclas.
Enciclopédias com vários volumes e abrangência geral de temas para leituras e pesquisas.
Máquinas fotográficas analógicas, com troca de objetivas (lentes) para uso em diversas ocasiões diferentes.
Walkman e Discman para ouvir músicas gravadas em CDs ou fitas cassetes.
Garrafas de vidro para refrigerantes e cervejas
Retroprojetores para projetar fotografias e slides (filmes diapositivos)
Talão de cheques para fazer pagamentos à vista ou mesmo parcelado (chamados de pré-datados)
Notas fiscais a mão feitas em talonários com papel carbono
Relógio de ponto, com cartão individual para cada trabalhador

Telex, Fax como meios de comunicação e transmissão de mensagens e documentos

Fotolito utilizado nas impressões gráficas, inclusive nos jornais impressos
Fitas de rolo evoluído para fitas cassete para gravação de áudios
