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Política

Começa a corrida eleitoral e suas definições

Por Eliel Diniz ·
Começa a corrida eleitoral e suas definições
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No Paraná são oito os candidatos ao governo do Estado, que iniciaram as suas campanhas neste domingo: Adriano Funileiro (PCO) – 29; Alexandre Salomão (Mobiliza); Luiz França (Missão); Requião Filho (PDT); Samuel de Mattos (PSTU); Sandro Alex (PSD); Sergio Moro (PL); Tayná Miessa (UP)

PÁREO NÃO FOI PAREIO

A largada da campanha não foi em alinhamento, pois -segundo pesquisas de intenções de votos antecipadas- teve pelotão de frente, com dianteira dos demais. Mostrou que neste “turfe” tem azarões.

O PORQUÊ DISSO

Certamente os candidatos azarões sabem de suas poucas chances eleitorais e optaram por não apoiar outros candidatos. Isso se dá por causa das verbas de eleições, distribuídas entre os partidos disputantes. Preferem o dinheiro do que prospectar cargos, que são muito disputados e correndo o risco da não eleição do propenso apoiado.

PESQUISA DE LARGADA

O instituto Paraná Pesquisa divulgou nesta segunda-feira, 17, o resultado de uma pesquisa eleitoral (a primeira da campanha oficialmente iniciada). Ela mostra Sergio Moro (PL-PR) à frente na disputa pelo governo do Paraná com 46,1% das intenções de voto no 1º turno -com o dobro da preferência do segundo colocado: Requião Filho (PDT-PR), com 23,4% seguido por Sandro Alex (PSD-PR), com 16,5% das intenções. Os “azarões pontuaram menos de 1%.
CABEDAL POLÍTICO

Deixando os “azarões” fora desta análise (até que algum fato venha gerar uma nova situação neste curto prazo de campanha), vejamos o que soma nas campanhas dos candidatos de ponta.

Sandro Alex (PSD) – conta com o apoio oficial do governo do Estado (equipe capitaneada por Ratinho Júnior). Ele foi ungido pelo governador, mesmo a contragosto de uma grande ala. É um candidato, que apesar de ser Secretário de Estado, era desconhecido do grande público eleitoral. Devido aos apoios e ações da máquina governista deu um grande salto nas pesquisas, porém ainda amarga a terceira colocação. Deveria competir para alcançar o segundo colocado e garantir uma disputa para o segundo turno, mas prefere “bater” no líder.

Requião Filho (PDT) – o próprio nome já mostra o que explora politicamente. Vai na “sombra” e aproveita o nome do pai (político experiente e muito conhecido). Tem apoio do governo federal que vê nele uma possibilidade de “palanque” federal no Paraná. Embora que partidos de esquerda sejam fracos no Estado, Requião Filho aglutina o eleitorado fiel desta ala política e dos militantes do PT.

Sérgio Moro (PL) – defenestrado de outras agremiações políticas ele encontrou guarida no PL, da ala bolsonarista que tem muita simpatia e aceitação no Paraná. Tem a “aura” de herói contra a corrupção por suas atuações na “Lava-Jato” que foi “prejudicada” pela política judicializada em nível federal. Foi ministro da justiça (escolhido pelo governo Bolsonaro e desejada por Álvaro Dias -quando candidato). Não tem apoio oficial no Paraná e nem dos prefeitos, mas tem votos e simpatia popular (que é o que conta nas urnas). Na pesquisa de largada tem do dobro da preferência do segundo colocado.

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